Esse blog tem o intúito de ajudar meu trabalho docente, visto que a maioria de meus alunos têm acesso à internet. Aqui serão postados as atividades que serão trabalhadas nas turmas que leciono, além de sugestões de sites, textos, músicas, vídeos, etc.
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
Geografia 8º ano maio
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Trabaho de História - 8º Ano - Maio 2011
Literatura de Cordel
Fui convidado para fazer a abertura do evento, que contou com a presença de alguns coordenadores da Secretaria de Educação, e do Radialista e cordelista Bené Barros.
Na ocasião, falei um pouco de como passei a gostar de Literatura de cordel. Falei da relação coma as cantorias, e declamei dois poemas: Menina Perdida e O Boi Zebu e as Formigas. O primeiro poema é de Sebastião da Silva e Moacir Laurentino, do disco “Violas da minha terra”. Composto em sextilha, de sete sílabas em cada um dos seis versos, e cantado ao som da viola, narra a história de Edinete, criança de quatro anos de idade que se perde e morre de fome e de sede no mato, a seis quilômetros da sua casa. Relembro que em minha infancia, no início dos anos 80, era muito comum ouvir em forma de canção, e no qual guardei em minha memória.
O segundo é um poema de Patativa do Assaré, que fala sobre as lutas por nossos direitos, em uma linguagem bem Regional, e de uma inteligencia fora do comum. Abaixo, na integra os dois poemas. Boa leitura!!!!
Menina Perdida - Sebastião da Silva e Moacir Laurentino
Dos poemas que escrevi
por meio da inspiração.
Este é o mais comovente,
porque tem a narração
de um dos casos mais triste
que já se viu no sertão.
Trata-se de uma menina
de uma beleza extrema.
De quatro anos de idade,
com quem se deu o problema
e tornou-se a central figura,
das emoções do poema.
Edinete era seu nome
que lembramos com pesares
Filha de Rita Alzira
e Expedito Soares
Casal pobre, mas bem quisto
por todos familiares
No município Riacho
dos Cavalos terra amena
do sertão paraibano
aonde os pais da pequena
moram e ainda hoje
lamentam a triste cena
Vinte e sete de novembro
do ano setenta e seis.
Pelas três horas da tarde
ou pouco antes talvez
os pais de Edinete a viram
viva pela última vez.
Pois se a criança brincando
no pátio da moradia,
se entretendo com árvores
ou com animais que via
e aos pouco entrou no mato
sem saber pra onde ia.
Quando a mamãe sentiu falta
da sua filha querida
Chamo-a diversas vezes
já bastante comovida
Aí notou que a criança
Já se achava perdida
Alarmou pra vizinhança
e começou a chegar gente
pra procurar a criança
todos apressadamente
anoiteceu e ninguém
encontrou a inocente
Assim passaram três dias
procurando sem parar
De oitenta a cem pessoas
podiam se calcular
Todos a sua procura
mas ninguém pode encontrar
Na manhã do dia trinta
já todos sem esperança.
No lugar Serra dos Bois
num talhado que se avança,
neste local esquisito,
acharam morta a criança.
Morreu de fome e de sede
em situação singela,
mais ou menos seis quilômetros
do local pra casa dela.
As folhas foram seu leito
e a lua serviu de vela.
Quando espalhou-se a notícia
que a menina faleceu
Foi muita gente ao local
aonde a morte a venceu
Vão fazer uma igrejinha
no canto que ela morreu
Todos seus irmãos lamentam
seus pais lamentam também
Chorou toda vizinhança
porque lhe queriam bem
e Deus aumentou as contas
O Boi Zebu e as Formigas - Patativa do Assaré
Um boi Zebu certa vez
Moiadinho de suo,
Querem sabê o que ele fez
Temendo o calor do só?
Entendeu de demorá
E uns minuto cuchilá
Na sombra de um juazêro
Que havia dentro da mata
E firmou as quatro pata
Em riba de um formiguêro.
Já se sabe que a formiga
Cumpre a sua obrigação,
Uma com outra não briga
Veve em perfeita união
Paciente trabaiando
Suas foia carregando
Um grande inzempro revela
Naquele seu vai e vem
E não mexe com ninguém
Se ninguém mexe com ela.
Por isso com a chegada
Daquele grande animá
Todas ficaro zangada,
Começaro a se acanhá
E foro se reunindo
Nas perna do boi subindo,
Constantemente a subi,
Mas tão devagá andava
Que no começo não dava
Pra de nada senti.
Ma porém como a formiga
Em todo canto se soca,
Dos casco até a barriga
Começou a frivioca
E no corpo se espaiando
O zebu foi se zangando
E os casco no chão batia.
Ma porém não miorava,
Quanto mais coice ele dava
Mais formiga aparecia.
Com essa formigaria
Tudo picando sem dó,
O lombo do boi ardia
Mais do que na luz do só
E ele zangado as patada,
Mais força incorporava,
O zebu não tava bem,
Quando ele matava cem,
Chegava mais de quinhenta.
Com a feição de guerrêra
Uma formiga animada
Gritou para as companhêra:
-Vamo minhas camarada
Acaba com os capricho
Deste ignorante bicho
Com a nossa força comum
Defendendo o formiguêro
Nos somo muito miero
E este zebu é só um.
Tanta formiga chegou
Que a terra ali ficou cheia
Formiga de toda cô
Preta, amarela e vermêa
No boi zebu se espaiando
Cutucando e pinicando
Aqui e ali tinha um moio
E ele com grande fadiga
Pruquê já tinha formiga
Até por dentro dos óio.
Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
O zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiga inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Contra a farta de respeito
Cada um tem seu direito
Até nas leis naturá
As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nessa lição
Quanto pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E as formiga é o povo.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Prova de História, 9º ano, 1º Bimestre
1. Observe a imagem, leia o texto:
"O odor fétido nos penetra garganta adentro ao chegarmos a nossa nova trincheira, a direita dos Éparges. Chove torrencialmente e nos protegemos com o que tem de lonas e tendas de campanha afiançadas nos muros da trincheira. Ao amanhecer do dia seguinte constatamos estarrecidos que nossas trincheiras estavam feitas sobre um montão de cadáveres e que as lonas que nossos predecessores haviam colocado estavam para ocultar da vista os corpos e restos humanos que ali haviam." - memórias do veterano Raymond Naegelen, que lutou na região de Champagne
O trecho e a imagem acima retratam uma fase da primeira guerra mundial, que foi
a) a guerra de trincheiras.
b) a guerra de movimento.
c) a guerra química.
d) a guerra fria.
2. Qual é o objetivo das Alianças Militares formadas no contexto da “Paz Armada”?
a) garantir mercados consumidores e fornecedores de matéria prima.
b) era garantir maior poder bélico e político, para contra atacar países rivais e também para defender países aliados.
c) exercitar o poder político e econômico na África e Ásia.
d) apaziguar os atritos entre os países europeus através de uma arbitragem imparcial e justa.
3. Assinale o fato que serviu de estopim para deflagrar a Primeira Guerra Mundial.
a) A assinatura do Tratado de Versalhes que tinha por base culpar os alemães pela corrida armamentista.
b) O revanchismo francês que não conseguiu superar a perda de territórios da Alsácia e Lorena para a Alemanha.
c) A deposição do czar da Rússia em virtude da Revolução Russa provocou revolta e reação dos demais paises europeus.
d) Em 28/6/1914, o arquiduque Francisco Ferdinando foi assassinado por um grupo de terroristas intitulado “Mão Negra”.
4. Quais os dois acontecimentos que definiram o desfecho da guerra a partir de 1917 ?
a) A saída da Rússia e entrada dos Estados Unidos no conflito.
b) A propagação do conflito as demais nações do globo e entrada dos Estados Unidos no conflito.
c) A saída da Rússia e a entrada da Itália no conflito.
d) Os Estados Unidos retiram-se do conflito devido ao processo revolucionário que acontecia na Rússia e a guerra Fria.
5. Em novembro de 1904, data da revolta, o trabalho de demolição das casas para abrir a Avenida Central, executado por cerca de 1800 funcionários, terminara, e 16 dos novos edifícios estavam sendo construídos. O eixo central da nova avenida fora inaugurado em 7 de setembro em meio a grandes festas, já com serviços de bondes e iluminação elétrica. A derrubada de cerca de 640 prédios através da parte mais habitada da cidade, um corredor que ia da Prainha ao Passeio Público. Era como abrir o ventre da velha cidade.
(José Murilo de Carvalho, Os bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi, SP, Cia das Letras, 1987. P. 93)
A revolta corrida no Rio de Janeiro, que está mencionada no texto é
a) a Revolta da Vacina, que significou uma reação das camadas populares da cidade do Rio de Janeiro à vacinação obrigatória determinada pelo governo.
b) a Revolta da Chibata, comandada pelo chamado “Almirante Negro”, que visava acabar com os castigos físicos dos marinheiros.
c) a Guerra de Canudos, onde o governo mandou invadir esse arraial.
d) ao Voto de Cabresto, onde as pessoas eram obrigadas a votar nos candidatos de seus patrões.
6. "Cabo de enxada engrossa as mãos - o laço de couro cru, machado e foice também. Caneta e lápis são ferramentas muito delicadas. A lida é outra: labuta pesada, de sol a sol, nos campos e nos currais (...) Ler o quê? Escrever o quê? Mas agora é preciso: a eleição vem aí e o alistamento rende a estima do patrão, a gente vira pessoa."
(Palmério, Mario. VILA DOS CONFINS)
Com base no texto é correto afirmar que, na República velha,
a) o predomínio oligárquico, embora vinculado à manipulação do processo eleitoral, estava longe de estabelecer qualquer compromisso entre "patrão" e empregados.
b) a campanha eleitoral levada a cabo pelos chefes políticos locais visava a atingir, principalmente, os trabalhadores urbanos já alfabetizados e menos embrutecidos pela "labuta pesada".
c) a transformação operada no trabalhador durante o período eleitoral representava a marca de um sistema político que estendia o poder dos grandes proprietários rurais, dos "campos e currais", aos Municípios e, daí, à capital do Estado.
d) o período eleitoral era o único momento em que os chefes locais se voltavam para os seus subordinados, impondo-lhes seus candidatos e dispensando-os dos trabalhos que "engrossavam as mãos".
7. Leia o texto:
MESTRE-SALA DOS MARES
João Bosco e Aldir Blanc
Há muito tempo na águas da Guanabara
o dragão do mar reapareceu
na figura de um bravo feiticeiro
a quem a história não esqueceu
conhecido como navegante negro
tinha a dignidade de um mestre-sala
e ao acenar pelo mar
na alegria das regatas
foi saudado no porto
pelas mocinhas francesas
jovens polacas e por batalhões de mulatas
rubras cascatas jorravam das costas
dos centros entre cantos e chibatas
inundando coração, do pessoal do porão
e a exemplo do feiticeiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
que através da nossa história
não esquecemos jamais
Salve o navegante negro
que tem por monumento
as pedras pisadas do cais.
A música se refere ao movimento dos marinheiros brasileiros conhecido como Revolta da Chibata, em reação aos castigos físicos e às condições de trabalho degradantes.
Assinale a alternativa diretamente referida ao contexto em que ocorreu esse movimento.
a) A avaliação, pelos meios operários, dos soldados e marinheiros como aliados em uma revolução social.
b) A inviabilidade do exercício da repressão por parte do governo central aos movimentos populares no início da República.
c) A regulamentação pelo poder militar das relações conflituosas entre os ex-escravos e seus patrões.
d) A adoção de uma política institucional para veicular uma imagem de população ordeira e de uma sociedade sem conflitos nos primeiros anos da República.
8. Após a Primeira Grande Guerra Mundial, no ano de 1919, foi criada uma instituição pelo então presidente americano Woodrow Wilson , tinha como principal objetivo de manter a paz mundial. Esta instituição era
a) a Liga das Nações.
b) a Tríplice Entente.
c) a Tríplice Aliança.
d) a Paz Armada.
9. A Tríplice Aliança era um acordo em que cada um dos países garantia apoio aos demais no caso de algum ataque de duas ou mais potências sobre uma das partes. A Tríplice Aliança foi o acordo militar entre
a) Portugal, França e Inglaterra.
b) os EUA, Alemanha e Itália.
c) a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália,
d) a Itália, a França e a Alemanha.
10. Dentre as afirmativas abaixo, uma das penalidades impostas à Alemanha pelo Tratado de era
a) manter um exército com um total de 100 combatentes.
b) repartir suas terras aos países vencedores.
c) destruir toda sua frota naval.
d) a obrigação de pagar pesadas indenizações aos vencedores.
Túnel do Tempo 1
Um pouco de João Grilo em versos
É contada com estilo
Narra a luta nordestina
E nem pede o seu sigilo
Narra também a esperteza
De Chicó e João Grilo
A aventura acontece
No vilarejo de Taperoá
No sertão paraibano
Que fica em algum lugar
Enganavam muita gente
Sem ver o tempo passar
João Grilo foi muito esperto
De grande sagacidade,
Aprimorou a esperteza
Devido à necessidade
Enganava a todo mundo
Com muita facilidade.
Enganava todo mundo
E também o mundo inteiro
Enganava o segundo
Logo depois do primeiro
Tinha a história do gato
Que descomia dinheiro
Tem a história contada
Para você e pra mim
Como aquela que se conta
Que parece bem facim
Como o enterro do cachorro
Todo cantado em latim
No sertão daquele tempo
de sofrimento tremendo
de muitas dificuldades
Para acreditar só vendo
Vou continuar a história
Senão acabo esquecendo
No mundo sempre existiu
luta do rico com o pobre
luta do nobre com o povo
luta do povo com o nobre
quem é rico sempre em cima
quem é pobre nunca sobe
Havia em todo nordeste
Uns grupos de cangaceiros
Lutando por sobrevivência
E também pelo dinheiro
Tem cangaceiros que ficaram
Famosos no mundo inteiro
Na história que se passa
Cangaceiro também tem
Que sofreu na sua infância
Muito a falta de vintém
Vive a vida em revolta
Sem ter pena de ninguém
Pois não e que João Grilo
Também o enganou
Vendeu pra ele uma gaita
Logo a ele entregou
Dizendo que ressuscitava
Porem não ressuscitou
João Grilo com sua astúcia
Conseguiu se livrar
Do julgamento das almas
Que o cão veio buscar
Mas a Compadecida
Veio para lhe salvar
João Grilo viveu no mundo
Sempre com pouco dinheiro
Lutava no dia a dia
Com seu nobre companheiro
Passava dificuldades
Como muitos brasileiros
Aqui findo esse relato
De uma vida sofrida
Na história de Suassuna
Que sei é bem mais comprida
Por isso peço que leia
O Auto da Compadecida