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segunda-feira, 9 de março de 2020

Olimpíadas Municipais de Ciências Humanas

Em 2016, quando eu estava a frente da Coordenação das Disciplinas de Ciências Humanas, na cidade de São Benedito, tive o prazer de criar as Olimpíadas Municipais de Ciências Humanas. observando meus arquivos, encontrei as provas daquele ano, que foi a primeira edição, e resolvi compartilhar com vocês. Em 2020 será a quinta edição das Olimpíadas, agora sobre a Coordenação de outra colega, ao qual faz um trabalho magnífico.

Nível 1 (6º e 7º anos)
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Nível 2 (8º e 9º anos)
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Atividade de Matemática 7º ano - 1ª Etapa - 2020 - Alto Lindo

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Guerreiras da Amazônia

Nas matas, nos rios ou em combate, mulheres tiveram participação ativa na revolta popular da Cabanagem
Eliana Ramos Ferreira


A bordo da escuna Bela Maria, o primeiro-tenente Joaquim Manoel d’Oliveira e Figueiredo fazia uma varredura pelos arredores do rio Carnapijó, na Vila de Cametá, no Pará. Estava atrás dos rebeldes do levante que ficou conhecido como Cabanagem, e pretendia salvar os cidadãos que estivessem à mercê deles. Conseguiu prender pai, mãe e filho de uma só vez, conduzindo-os a Belém. Portando uma arma, Raymundo Hilário, líder dos cabanos, foi ferido e faleceu 48 horas depois. Mas no relato do tenente, em um ofício de 1836, quem ganhou destaque foi sua mãe: “Margarida de Jesus: mulher do antecedente foi presa por ser clamor geral, de que ela é tanto ou mais ferina do que o marido e o filho”.
Margarida de Jesus não era uma exceção. Muitas mulheres participaram ativamente daquela revolta social, que teve início em 1835 na província do Pará, norte do Brasil. Ao longo de cinco anos de batalhas, a Cabanagem alcançou vilas e povoados distantes, chegando às fronteiras internacionais com a Guiana Francesa, a Venezuela e o Peru. Os moradores levantaram-se contra a situação de miséria generalizada na província, na luta por liberdades e direitos, inclusive a terra. Havia um viés étnico na revolta, e uma profunda aversão ao mandonismo branco e português. Entre os participantes estavam lavradores, fazendeiros, criadores e proprietários, carpinteiros, carpinas, alfaiates, ourives, sapateiros, seringueiros, pedreiros, militares, vaqueiros e sem ofícios. Também entraram no movimento amazônico indígenas, como os muras e os mundurukus, além de tapuios (como eram chamados os indígenas que haviam assimilado outras culturas), mestiços e pretos, africanos e nascidos no Brasil, escravos e libertos. Todos ficaram conhecidos como cabanos.
Derrotado sucessivamente pelos insurgentes, o governo regencial nomeou para presidente do Pará o general Francisco José de Sousa Soares de Andréa. Com a missão de reprimir o movimento, ele não deu trégua aos rebeldes, combatendo-os num conflito sangrento. Estima-se que entre 30 mil e 50 mil pessoas pereceram antes que o Império brasileiro se consolidasse na região.
Os estudos sobre a Cabanagem alternam silêncios e inquietações quanto à participação feminina no movimento, quase deixada de fora da história. Em alguns documentos, porém, elas são citadas. É o caso de um ofício de agosto de 1836 escrito por José Francino Alves, comandante militar da freguesia de Igarapé-Mirim. No documento ele informa ao presidente da província, Francisco José Soares de Andréa, que prendeu cinco cabanos ao longo do rio Meroê, e diz que durante a caçada aos rebeldes pela mata, pelos campos e rios encontraram “algumas mulheres ocupadas em fabricar pequenas porções de farinha” –
supondo que fosse “para fornecer a alguns malvados, que por ali ainda vagueiam escondidos”.
Em outro ponto do Pará, na Vila de Melgaço, ilha de Marajó, o comandante militar expôs ao presidente da província, desta vez Bernardo de Sousa Franco, as dificuldades enfrentadas para limpar a vila e seu entorno, infestados de cabanos. No ofício, de 1839, ele destaca a rede de comunicação criada pelos rebeldes, com práticas de informação e contrainformação. Segundo ele, as mulheres tinham importante participação nessas táticas, anunciando quando as expedições legalistas estavam a caminho.
Muitas esposas acompanharam seus maridos cabanos. Famílias inteiras embrenharam-se na floresta, nos rios e igarapés. Em dezembro de 1838, o rebelde Manoel Antunes, tambor do Regimento de Milícias de Macapá que desertou das tropas legais para unir-se aos cabanos, apresentou-se na Vila de Chaves, no Marajó. Estava com sua mulher e seis filhos menores, de ambos os sexos. Do outro lado da província, na Vila de Santarém, nos rios Aritopera e Cabeça de Onça, foram presos nove cabanos e 30 mulheres, além de crianças. Com o grupo foram apreendidas 20 armas de fogo e grande porção de farinha.
Mulheres negras, tanto escravas quanto livres, fizeram sua opção de luta. Algumas aderiram às tropas cabanas. Em setembro de 1839, o tenente Domingos José da Costa, comandante militar da Vila de Monte Alegre, oeste do Pará, enviou ofício ao comandante da expedição comunicando que “no número das mulheres aprisionadas no rio Curuá veio Maria Lira, mulata, e desconfiando eu ser cativa, a mandei conservar em depósito até verificar-se se com efeito era, ou não: agora sei pela boca própria ser escrava de Fernando de tal = morador em Macapá”. Quando escreve “no número das mulheres aprisionadas”, o comandante dá a entender que havia várias vagando pelas matas e pelos rios. E estariam sozinhas, pois o documento não relata prisões de cabanos homens. A mulata Maria Lira despertou a suspeita de ser escrava porque a Cabanagem também era uma ameaça à propriedade privada. Acabou devolvida ao seu proprietário.
No front direto das batalhas, em meio aos confrontos armados, havia mulheres. A incursão das tropas legalistas pelas matas da localidade de Jaguarary, em julho de 1836, encontrou número significativo de cabanos. A luta sangrenta deixou dois soldados feridos, dois cabanos mortos e “uma cabana ferida”. Elas acobertavam cabanos e escondiam armas em suas casas, contribuindo para as investidas e as estratégias do levante. D. Maria da Conceição, segundo um ofício enviado ao presidente da Província em 1838, deu abrigo ao “malvado” José Luís, “que tem entrado em todas as revoluções desta Província e que ainda conserva muitos roubos em casa de Maria da Conceição, onde foi preso”.
Em setembro de 1835, Belém já estava em poder dos rebeldes e o governo iniciava um cerco naval à cidade, com fragatas, brigues e corvetas ancorados na baía à sua frente. O líder cabano Francisco Pedro Vinagre havia sido preso no porão da fragata Campista. Com a importante missão de tentar libertá-lo, D. Bárbara Prestes, viúva do primeiro-tenente da Armada, Alexandre Rodrigues, subiu a bordo da embarcação. Era uma boa escolha para aquele papel, pois famílias inteiras, em fuga, buscavam abrigo junto às forças legalistas
aquarteladas nos navios. Ela seria apenas mais uma senhora honesta que necessitava de proteção contra os desmandos dos cabanos. Quem poderia suspeitar da viúva de um militar que buscava refúgio, tentando escapar da desordem instalada na cidade pelos “intrusos”?
Libertar um dos líderes do movimento exigia o planejamento de estratégias, ações militares e negociações de resgates, que numa guerra geralmente cabem aos homens. D. Bárbara incumbiu-se da arriscada missão e não decepcionou. Subiu ao navio carregando uma alta quantia em ouro e prata para recompensar auxiliares e facilitadores da fuga de Francisco Pedro Vinagre. O líder cabano já tentara escapar inúmeras vezes das tropas do governo, sempre em vão. Daquela vez, uma mulher poderia triunfar onde homens haviam falhado.
Do outro lado da batalha, mulheres também tiveram participação ativa: figuras femininas da elite colocaram seus recursos à disposição do governo imperial para melhor aparelhar as tropas legalistas em face dos grupos cabanos. Cederam barcos, cavalos e outros bens. Elas temiam perder os seus privilégios e propriedades, uma vez que muitos terrenos foram confiscados pelos revoltosos.
Na lista “Relação de cavalaria que foram cedidas para a nação”, de dezembro de 1836, cinco mulheres fazendeiras da ilha de Marajó repassam 36 animais para as tropas. Esse gesto de auxiliar os legalistas demonstra fidelidade ao Império e uma opção política de combater a Cabanagem, vinda de proprietárias muito ricas: na ilha havia grande concentração de fazendas especializadas na criação de cavalos, bois e búfalos.
Seja na frente de batalha, embrenhando-se nas matas, navegando por rios em canoas, acompanhando seus maridos, filhos, sobrinhos e amigos, seja simulando um pedido de refúgio em navio do governo imperial, abrigando cabanos ou passando informações estratégicas, as cabanas ajudaram a escrever essa guerra amazônica. E, aos poucos, começam a entrar para a história.
Eliana Ramos Ferreira é professora da Escola de Aplicação da Universidade Federal do Pará e autora de “A presença feminina no Pará insurreto”. In: NEVES, Fernando Arthur de Freitas (org.). Faces da história da Amazônia (Paka-Tatu, 2006).
Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/guerreiras-da-amazonia - Acesso em 07 de Outubro de 2015.

Pão e Circo

O texto a seguir, do professor da Universidade Federal de Ouro Preto, Fábio Faversani, é resultado de um estudo denso e bem fundamentado que põe por terra a propalada tese, segundo a qual a política de “pão e circo” mantinha alimentados e “felizes” os pobres da Roma antiga.
A ideia do Panem et Circenses nasceu sob o Renascimento (...). Os homens livres pobres, segundo essa forma de ver, constituíam uma multidão inútil. Sua maior parte era composta por analfabetos improdutivos, que tinham uma vida segura graças às redistribuições promovidas pelos ricos e pelo Estado. Vistos assim, os pobres romanos só eram notados como a massa de grosseiros brilhantemente controlada pelas elites através de sua política do Panem et Circenses. A massa, alimentada e divertida, tornava-se além de inútil, inofensiva: grande conquista dos gênios políticos romanos...
Buscaremos aqui recolocar a questão das condições de vida dos pobres. É fundamental que fique claro que a realidade vivida pelas massas romanas era bem outra. Em primeiro lugar, note-se a insuficiência de ambos ingredientes do Panem et Circenses, no ambiente da pobreza romana, para explicar sua subsistência e ocupação. O trigo era distribuído para apenas uma parcela da população, sendo que o critério de eleição dos beneficiários não era a pobreza, mas a condição de cidadão. Ainda assim, os beneficiários não conseguiam sobreviver com apenas os modestos cinco modii (aproximadamente 21 litros) de trigo distribuídos pelo Estado. Além de o trigo ser insuficiente para alimentar uma família, ele era dado – se muito – a 0,5% da população total do Império. E isso era todo o “pão” que o Estado dava ao povo, já que podemos considerar desprezíveis os alimenta de Trajano/Adriano, por terem se reduzido a um espaço de tempo e uma escala ainda menos significativas. Assim, é quase tão verossímil pensar que esse trigo mantinha o povo alimentado quanto pensar que o salário-família concedido pelo Estado brasileiro possibilite aos pais e mães trabalhadores criarem seus filhos. Não esqueçamos ainda que o trigo tinha que ser transformado em pão. Os pobres não podiam fazer isso em suas minúsculas vivendas de madeira, que não comportavam uma cozinha. Os apartamentos das insulae, pequenos e insalubres, sempre sob risco de se incendiarem, abrigavam sob condições subhumanas boa parcela da população da capital. Tinham que pagar para o trigo ser transformado em pão, como também pelo aluguel (até 2000 sestércios/ano, quando o salário de um trabalhador especializado era de
aproximadamente 3 sestércios/dia), pelo seu vestuário – que não era melhor do aquele que recebiam os escravos do campo -, etc. Muitos procuravam abrigo nos mausoléus da periferia de Roma por não terem como custear o aluguel ou por serem foragidos da lei. Outrossim, a capacidade de público das edificações que sediavam os espetáculos não era bastante ampla para abrigar a todos, aos contrário do que faz supor Frontão, que parecia crer que toda a plebe ali passava todo seu tempo. Desse modo, ainda que os espetáculos fossem permanentes – e não o eram -, matemática e fisicamente seria impossível que a plebe passasse todo tempo no circo.
(...)
As condições de vida eram sofríveis no geral. Isso se explica pelas dificuldades inerentes ao explosivo crescimento pelo qual passou Roma, sem um planejamento urbano satisfatório – moradia, saneamento, abastecimento -, a incapacidade de adquirir gêneros de primeira necessidade (alimentação, vestuário, etc.), mesmo quando eles estavam disponíveis a preços regulares (o que podia não acontecer quando havia as comuns “crises de abastecimento”) e a inexistência de uma política voltada para a mitigação da pobreza.
Assim, fica que a plebe teria que desenvolver outras estratégias de sobrevivência e ter mecanismos de lazer diversos do “circo. Essa breve observação é suficiente para estabelecer claramente que a plebe era um grupo socioeconômico ativo, que lutava por sua sobrevivência e criava alternativas próprias de vida social. Não era um mero parasita do Estado e dos poderosos, satisfeito com os oferecimentos de Pão e Circo, que supostamente seriam suficientes tanto um, quanto o outro.
Assim, seja lá como se considere os pobres romanos, certo é que a visão de Panem et Circenses não é aceitável à luz das informações disponíveis. É preciso admitir que as elites não deram “vida boa” aos pobres. Essa falsa imagem deve ser abandonada. Os pobres desenvolviam atividades que lhes garantiam a sobrevivência e o lazer. Aqueles mecanismos sobrevalorizados pela imagem do Panem et Circenses não eram decisivos para os pobres conseguirem o que comer e com o que se divertir . É possível dizer que a maior parte dessas atividades se dava nas oficinas, nas tavernas, nas ruas, nos prostíbulos... Cabe a nós, historiadores, reencontrar esse universo empurrado para a sombra que os poderosos, do passado, associados aos do presente,
sempre produzem. É preciso descobrir quem eram os pobres antigos e como viviam. Esse compromisso com o conhecimento do passado nos parece especialmente significativo em um país que produz uma pobreza tão profunda e tão extensa quanto o Brasil.
(FAVERSANI, Fábio. A pobreza do Satyricon, de Petrônio. Ouro Preto: Editora UFOP, 1999; p. 49-52)

quinta-feira, 5 de março de 2020

Evolução Humana


Texto I
O papel da carne na evolução humana
As gerações mais novas, estão cada vez mais renunciando à alimentação baseada na carne. Nunca antes, tantas pessoas se tornaram vegetarianos e veganos. Segundo eles, a ingestão de carnes não é tão necessária mais como foi para nossos ancestrais. Segundo cientistas, a carne pode ter contribuído para a acelerar o desenvolvimento do cérebro devido à grande quantidade de ferro, proteínas e outros nutrientes. Os antigos não comiam apenas carne, ela era um complemento e antes da revolução agrícolas, éramos caçadores e coletores, o que limitava muito a variedade da alimentação.
O homem possui um sistema digestivo onívoro, ou seja, que se alimenta de tudo e é capaz de digerir a carne com muita eficiência e ao mesmo tempo se adapta facilmente ao vegetarianismo.
Não é possível ainda saber exatamente quando o homem começou a se alimentar de carne, mas foi aproximadamente há 2 milhões de anos. As ferramentas usadas na época, descobertas por escavações, deixam claro que era possível esmagar ossos e aproveitar o tutano – substância com muita gordura encontrada dentro dos ossos e rica em nutrientes. Além disso, os dentes dos nossos ancestrais mostram que eles tinham muito mais força na mastigação que hoje.

 Texto II

A evolução humana.
O Historiador Yuval Harari, Doutor em História pela Universidade de Oxford e professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, escreveu um dos livros mais lidos desde que foi lançado, em 2015, Sapiens: Uma breve história da humanidade. Segundo ele, a história humana passa por três grandes revoluções: a cognitiva; a agrícola; e a científica.
De todos os hominídeos que existiram, somente o Homo sapiens teve mais sucesso e conseguiu viver por mais tempo. Entre os motivos estão a sua linguagem única, a sua capacidade de cooperar e criar realidades sozinho ou coletivamente, como a criação dos mitos, que podemos ver desde quando habitavam cavernas.
A Revolução cognitiva indica o surgimento de novas formas de pensar e se comunicar, ocorridas geneticamente a mais de 70 mil anos. Esse viviam em bandos e eram coletores-caçadores, que se deslocavam constantemente em busca de comida.
A Revolução agrícola acontece por volta de 10 mil anos. Aprenderam a plantar trigo, arroz, milho, batata e painço. Domesticou animais e criou ferramentas utilizada na agricultura. Abrigavam casas, pequenos campos e assim, se fixaram à terra. Os agricultores passaram a se preocupar com o futuro, já que a colheita dependia de uma organização do tempo. Desses grupos, surgiram cidades, reinos e impérios, a política, a guerra, a arte, a economia, a filosofia. É nesse contexto que também se cria a desigualdade social. Foi às custas dos escravos e trabalhadores oprimidos que se construíram anfiteatros romanos, as pirâmides do Egito ou do México, por exemplo. É aqui também que o homem começa a acreditar em uma ideia de liberdade e de direitos humanos, em democracia. Aos poucos vai surgindo a escrita, os calendários, fórmulas, tabelas, números, a ideia de dinheiro (se você tem muita coisa pra estudar, reclame com esses homens e não com seus professores! Hahaha).
A Revolução científica é impulsionada pela Revolução Industrial, mas começa a acontecer, na Europa ocidental, por volta de 1500, trazendo a ideia de progresso. Impérios coloniais juntamente com a ciência, criaram o mundo como conhecemos hoje. Mas o ápice da Revolução científica foi julho de 1945, quando cientistas norte-americanos detonam uma bomba atômica no Novo México.
A partir daí, a humanidade teve a capacidade de mudar o curso da história. Parece uma época complicada, mas, muitas vezes pareça o oposto, vivemos a era menos violenta da nossa evolução, a mais abundante de alimentos, a mais tecnológica e mais evoluída. A ciência e as revoluções industriais deram ao homem poderes sobre humanos e energia sem limites. Mas a pergunta que o autor deixa é: Somos mais felizes?


REFERÊNCIAS

CUMINALE, Natália; DIAS, Marina. O papel da carne na evolução humana. Revista Veja, 12 de agosto de 2009. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/o-papel-da-carne-na-evolucao-humana/

ROSSI, Amélia do Carmo. Resenha: Sapiens, uma breve história da humanidade. De Yuval Noah Harari. Revista de direito econômico e socioambiental. Curitiba, Vol 9. N 1 p. 427-432. 2017. Disponível em: file:///C:/Users/cristiano/Downloads/Resenha_Sapiens_uma_breve_historia_da_humanidade_d.pdf



Atividades de casa:

1       – De acordo com seus conhecimentos e pesquisa, texto I afirma que a carne não é tão importante hoje como era para os nossos antepassados. Explique.
2       – Como foi possível saber que os nossos antepassados se alimentavam de carne?
3       – Você acredita que a falta de ingestão de carne causaria uma lentidão na evolução humana? Por quê?
4       – Segundo o texto II, quais são as três revoluções pelas quais passam a humanidade? Explique cada uma com suas palavras.
5       – O texto cita o surgimento das primeiras formas de desigualdade social? O que é desigualdade social? Por que ela teria surgido nesse contexto?
6       – Responda à pergunta final do texto II.

Atividade de História


TEXTO 1- Perguntas de um operário que lê
Bertold Brecht
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos rei. Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilônia, tantas vezes destruída, quem outras tantas a reconstruiu?
Em que casas da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde foram os seus pedreiros?
A grande Roma está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu?
Sobre quem triunfaram os Césares?
 A tão cantada Bizâncio só tinha palácios para os seus habitantes?
 Até a legendária Atlântida, na noite em que o mar a engoliu viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Indias. Sozinho?
César venceu os gauleses. Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos. Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória. Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem. Quem pagava as despesas?
Tantas histórias Quantas perguntas

TEXTO 2- Mangueira - Samba-Enredo 2019- [Enredo: História pra Ninar Gente Grande]

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa, as multidões

Mangueira, tira a poeira dos porões
Ô, abre alas pros teus heróis de barracões
Dos Brasis que se faz um país de Lecis, Jamelões
São verde e rosa, as multidões

Brasil, meu nego
Deixa eu te contar
A história que a história não conta
O avesso do mesmo lugar
Na luta é que a gente se encontra

Brasil, meu dengo
A Mangueira chegou
Com versos que o livro apagou
Desde 1500 tem mais invasão do que descobrimento
Tem sangue retinto pisado
Atrás do herói emoldurado
Mulheres, tamoios, mulatos
Eu quero um país que não está no retrato

Brasil, o teu nome é Dandara
E a tua cara é de cariri
Não veio do céu
Nem das mãos de Isabel
A liberdade é um dragão no mar de Aracati

Salve os caboclos de julho
Quem foi de aço nos anos de chumbo
Brasil, chegou a vez
De ouvir as Marias, Mahins, Marielles, malês

a-Qual a semelhança entre o texto de Berthold Brechet e o samba-enredo da Mangueira do carnaval 2019? Qual a crítica contida neles?

A época do ouro


         Com a descoberta de metais preciosos pelos bandeirantes, iniciou-se no Brasil um novo ciclo econômico: a mineração ou ciclo do ouro, que no século XVIII provocou grandes mudanças na colônia e na política da metrópole.
A exploração do ouro ocorria de duas formas:
· Faisqueiras: pequenas extrações realizadas por uma pessoa apenas ou com um pequeno número de escravos. O ouro era extraído de depósitos superficiais, geralmente nas areias ou nos cascalhos dos rios e riachos. Era o ouro de lavagem.
· Lavras: estabelecimentos maiores onde era usado grande número de escravos. O ouro era extraído das vertentes das colinas, com instrumentos especializados.
O rigor da metrópole
         Para tirar maior proveito da exploração do ouro, a metrópole portuguesa agiu com bastante rigor não só na fiscalização, como também na cobrança dos impostos. Criou um órgão, a Intendência das Minas, para fiscalizar a administração, a distribuição das jazidas e a cobrança dos impostos.
O quinto para a Coroa.
          Portugal cobrava 20% de todo o ouro explorado; era o imposto do quinto. Para evitar -. fraudes e melhor fiscalizar a cobrança desse imposto, Portugal, em 1719, ordenou que fossem instaladas as Casas de Fundição. Os mineradores deveriam levar o ouro para uma Casa de Fundição, onde ele seria fundido em barras e já retirada a parte da Coroa. Era proibida a circulação de ouro em pó ou em pepitas. Quem não cumprisse esse regulamento , poderia ser preso, perder todos os seus bens ou ser degredado.
A descoberta dos diamantes
         Em 1729, foram descobertos diamantes no Arraial do Tijuco (atual Diamantina, em Minas Gerais). A região foi demarcada e isolada, criando-se o Distrito Diamantino.
         A exploração dos diamantes foi dada a homens de posse, que eram obrigados a pagar uma quantia anual fixa a Portugal. Mais tarde, a exploração dos diamantes ficou sob o controle direto da metrópole.
Aumentam os impostos
         Em meados do século XVIII, a mineração atingiu seu apogeu. O imposto do quinto foi fixado em 100 arrobas de ouro por ano, o que equivalia a 1.500 quilos.
         Enquanto a mineração manteve uma alta produção, os impostos eram pagos regularmente. Entretanto, no final do século, a mineração começou a declinar, não pelo esgotamento das jazidas, mas pelas dificuldades técnicas que os mineiros tinham para explorar o ouro de maior profundidade.
         Como a quantidade de ouro explorada era -. menor, os mineradores não conseguiam pagar as cotas estabelecidas. Portugal criou, então, a derrama, que era a cobrança dos impostos atrasados. Essa medida portuguesa provocou um profundo descontentamento, gerando várias revoltas, dentre as quais se destaca a Inconfidência Mineira.
Com base no texto, responda:
I – Quais eram as 2 formas de extração de ouro no Brasil, no século XVIII?
II – A metrópole portuguesa agiu com bastante rigor não só na fiscalização, como também na ___________ _________________. Criou um órgão, a ______________________________, para fiscalizar a administração, a distribuição das jazidas e a __________________________________ .
III – Como se chamava o imposto de 20% de todo o ouro explorado, cobrado por Portugal?
IV – Como ocorria a fiscalização da cobrança dos impostos sobre o ouro?
V – Coloque F para Falso e V para verdadeiro:
a) Além de ouro, também se descobriram jazidas de diamantes no Brasil. (    )
b) A exploração de diamantes foi permitida a toda a população, inclusive escravos.(    )
c) Quando a mineração no Brasil atingiu seu apogeu, o imposto do quinto foi fixado em 1.500 arrobas de ouro por ano. (    )
d) Quando a mineração começou a entrar em crise, muitos colonos ficaram devendo impostos ao governo português. (    )
e) A descoberta de metais preciosos não provou nenhuma mudança na colônia e na política da metrópole.
VI – Para a cobrança de impostos atrasados, Portugal criou a ______________. Essa medida provocou profundo ____________________, gerando várias ________________ , dentre as quais destaca a ____________________.