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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Atividade de História - 9º ano


1) O trecho a seguir faz parte de uma marchinha carnavalesca feita em 1938, pelo compositor e pianista brasileiro Ary Barroso.

Salada Mista
Uma pitada de massa de tomate,
All right, all right
E três gotinhas de molho inglês:
OK, OK,
Algumas gramas de petit-pois
François, François
E ficou pronto o pirão do chanceler
Que papou de colher
Que papou de colher

Sabendo-se que a letra faz referência à Conferência de Munique, tente responder:
a) A que países o autor da letra se refere neste trecho da marcha?
R) Ele se refere à Itália de Mussolini, quando diz “uma pitada de molho de tomate: All right, all right”; à Inglaterra de Chamberlain, quando diz “E três gotinhas de molho inglês: OK, OK” e à França de Daladier, quando diz “petit-pois”, François, François.
b) Na letra, quem é o “pirão” e quem é o “chanceler”?
R: O pirão é a Tchecoslováquia (os alemães começaram anexando os Sudetos, depois tomaram o país todo); o chanceler é Adolf Hitler.
c) O que a Conferência de Munique estabelecia?
R: Estabelecia que a região dos Sudetos devia ser entregue a Alemanha. Já a Tchecoslováquia devia ser desmembrada, sendo uma parte entregue a Alemanha, e outra a um governo obediente ao nazismo.
d) O que Ari Barroso pretendeu transmitir com essa letra?
R: Ele usa a ironia (o registro cômico) para criticar o acordo celebrado pelas potências europeias na Conferência de Munique.

2) No período entre as duas guerras mundiais (1919-1939), os movimentos e partidos fascistas cresceram e chegaram ao poder na Europa. Organize em seu caderno um quadro contendo:
a) Uma primeira coluna com os países europeus que viverem regimes fascistas neste período.
b) Uma segunda coluna com os nomes que estes regimes tiveram em cada um dos países.
c) Uma terceira coluna com os nomes de seus respectivos líderes.
Países
Regimes
Líderes
Itália
Fascismo
Benito Mussolini
Alemanha
Nazismo
Adolf Hitler
Espanha
Franquismo
Francisco Franco
Portugal
Salazarismo
Antônio de Oliveira Salazar

3) O texto a seguir foi escrito pelo historiador britânico Eric Hobsbawm. Leia-o com atenção.

            Em fins da década de 1930, para cada britânico que comprava um jornal diário, dois compravam um ingresso de cinema [...]. Na verdade, à medida que se aprofundava a Depressão e o mundo era varrido pela guerra, a frequência nos cinemas do Ocidente atingiu o mais alto pico de todos os tempos.
            A imprensa atraía os alfabetizados, embora em países de escolaridade de massa fizesse o melhor possível para satisfazer os semi-alfabetizados com ilustrações e histórias em quadrinhos [...]. O cinema, por outro lado, fazia poucas exigências à alfabetização [...].
            Ao contrário do cinema, ou mesmo da nova imprensa de massa, o rádio não transformou de nenhum modo profundo a maneira humana de perceber a realidade. [...] Mas sua capacidade de falar simultaneamente a incontáveis milhões [...] transformava-o numa ferramenta inconcebivelmente poderosa de informação de massa, como governantes e vendedores logo perceberam, para a propaganda política e publicidade.
Hobsbawm, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991.
São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 192-194.

De acordo com o historiador, nos anos de 1930 o cinema se destacou: 
a) por sua beleza e plasticidade, superando o rádio em tudo.
b) por ter contribuído para a queda nas vendas de jornais impressos.
c) por atrair muitas pessoas, oferecendo distração numa década que viveu os efeitos da Grande Depressão e o início da Segunda Guerra.
d) por ter se tornado o mais poderoso instrumento de propaganda devido à transmissão simultânea.
e) por atingir principalmente a população alfabetizada.
R. Alternativa “c”. Ao professor: comentar que a influência que os meios de comunicação de massa exercem sobre as sociedades merece especial atenção por parte de todos nós que estudamos História.

4) (FGV-2007) O contexto europeu do final do século XIX e início do XX relaciona-se à eclosão da Primeira Guerra Mundial porque:
a) a Primeira Revolução Industrial desencadeou uma disputa, entre os países europeus, por fontes de carvão e ferro e por consumidores dos excedentes europeus.
b) a unificação da Itália rompeu o equilíbrio europeu, pois fez emergir uma nova potência industrial, rival da Grã-Bretanha e do Império Austríaco.
c) o revanchismo alemão, devido à derrota na Guerra Franco-Prussiana, fez a Alemanha desenvolver uma política militarista e expansionista.
d) a difusão do socialismo, principalmente nos Bálcãs, acirrou os movimentos emancipacionistas na área, então sob domínio do Império Turco.
e) a corrida imperialista, com o estabelecimento de colônias e áreas de influência na África e na Ásia, aumentou as rivalidades entre os países europeus.
R. Alternativa “e”. Ao professor: O Imperialismo associado à Segunda Revolução Industrial provocou o aumento da tensão entre as potências europeias, contribuindo, assim, para a eclosão da Primeira Grande Guerra.

5) Observe as imagens com atenção.

a) O que as imagens têm em comum?
R. As duas mostram mulheres trabalhando em ocupações que até então eram reservadas aos homens.
b) Por que será que as mulheres estão trabalhando nessas ocupações?
R. Com a Primeira Guerra, a situação da mulher mudou muito; os homens foram para as frentes de batalha e as mulheres passaram a ter de fazer quase todo o tipo de trabalho.
c) Em que contexto as imagens foram produzidas?
R. Essas imagens foram produzidas no contexto da Primeira Guerra Mundial, uma guerra que envolveu países de todos os continentes.

6) O texto a seguir é trecho do romance Adeus às armas, de Ernest Hemingway. Trata-se de um diálogo entre soldados italianos e seu tenente americano. Leia-o com atenção.

            - Tenente, disse Passini, compreendemos que nos dê liberdade de falar. Escute. Não há nada pior do que a guerra. Nós aqui nas ambulâncias não podemos perceber de modo completo como é horrível a guerra. E quando um homem percebe em toda a extensão o horrível da guerra, não pode combatê-la porque já está louco. Mas há gente que jamais percebe esse horror. Gente que tem medo dos oficias. É com esses que se fazem as guerras.
            - Eu sei o que a guerra é, mas temos de levá-la adiante.
            - Desse modo, então não acabará nunca.
            - Tem de acabar.
            Passini sacudiu a cabeça.
            - A guerra não é ganha por meio de vitórias. Que nos adianta tomarmos San Gabriele? Que nos adianta tomarmos o Carso e Monfalcone e Trieste? Não viu tantas outras montanhas à nossa frente, ao longe? Acha que podemos tomá-las todas? Só se os austríacos parassem de lutar. Um lado tem que parar. Por que não paramos nós? E se eles invadirem a Itália, cansar-se-ão e acabarão se retirando. Eles têm atrás de si as suas próprias terras, das quais a mobilização os arrancou.
            - Que orador! [...]
            - Há uma classe que controla o país, uma classe estúpida que não compreende nada e jamais compreenderá. Por isso é que temos a guerra.
            - E também ganham dinheiro com a guerra.
            - A maioria nem isso, observou Manera. São excessivamente estúpidos. Fazem a guerra de graça. Por estupidez.
            - É bom calar-nos, disse Manera. Falamos demais, mesmo para um tenente.
apud JANOTTI, Maria de Lourdes. A primeira grande guerra. São Paulo: Atual, 1992, p. 32-33.

a) Compare o posicionamento de Passini em relação à guerra com o do tenente com o qual ele está dialogando.
R. Passini demonstra horror à guerra e expressa isso ao dizer: “Não há nada pior do que a guerra. Nós aqui nas ambulâncias não podemos perceber de modo completo como é horrível a guerra”; “A guerra não é ganha por meio de vitórias. Que nos adianta tomarmos San Gabriele? Que nos adianta tomarmos o Carso e Monfalcone e Trieste? Não viu tantas outras montanhas à nossa frente, ao longe? Acha que podemos tomá-las todas? Só se os austríacos parassem de lutar. Um lado tem que parar. Por que não paramos nós?”. Já o tenente com o qual Passini dialoga defende a ideia, meio fatalista, de que é preciso levar a guerra adiante. Ao que parece, o tenente coloca-se passivamente na questão, ou seja, alguém superior hierarquicamente decidiu que a guerra deve ser feita; a ele só resta obedecer. 
b) De quem é a culpa pela guerra na opinião de Passini? Explique.
R. “De uma classe que controla o país”. Passini está se referindo, provavelmente, aos grupos industriais, especialmente os vinculados à produção de armamentos.
c) Na opinião de Passini, o que faz com que a guerra continue? Justifique.
R. Segundo ele, a guerra continuava devido à atitude passiva dos soldados (gente que tem medo dos oficiais); homens que, em vez de pensarem por si próprios, deixavam-se conduzir cegamente pelos seus superiores, não importando o quão sem sentido eram as ordens emitidas por eles. “É com esses que se fazem as guerras”. Curiosamente o texto termina com uma fala que mostra o quão arraigada era essa atitude de obedecer aos superiores: “É bom calarmos, disse Manera. Falamos demais, mesmo para um tenente”.
d) Em dupla. Retirem exemplos das guerras que vocês já estudaram e elaborem um pequeno texto argumentando em defesa da paz mundial.
R. Pessoal. Ao professor: O objetivo da questão é trabalhar em defesa de uma cultura da paz, tal como proposto pela ONU.

7) Leia atentamente cada frase e aponte se a afirmação é verdadeira ou falsa. Copie-as no caderno corrigindo as afirmações falsas.
a) Entre as propostas dos 14 Pontos de Wilson, incluía-se a criação de uma Liga das Nações para a preservação da paz mundial.
R. Verdadeira.
b) O Tratado de Versalhes impôs propostas humilhantes à Itália, refletindo o revanchismo japonês.
R. Falsa. O tratado foi imposto à Alemanha e refletiu o revanchismo francês.
c) A Rússia entrou na Primeira Guerra após a Revolução de 1917.
R. Falsa. A Rússia saiu da Primeira Guerra após a Revolução de 1917.
d) As propostas de paz impostas à Alemanha, ao final da Primeira Guerra Mundial, fizeram com que o Tratado de Versalhes ficasse conhecido como Ditado de Versalhes ou a Paz dos Vencedores.
R. Verdadeira.
e) Após a Primeira Guerra, emergiram Estados totalitários na Alemanha e na Itália. 
R. Verdadeira.

8) Vamos rever alguns termos importantes para a compreensão da Revolução Russa de 1917. Na primeira coluna estão termos usados pelos russos daquela época; na segunda, seu significado em português. Anote em seu caderno a correspondência correta entre as duas colunas.
A – soviet
B – czar
C – okhrana
D – bolchevique
E – menchevique
1 – “minoria”
2 – “soberano”, o “eleito de Deus”
3 – “maioria”
4 –  polícia czarista
5 – conselho de deputados eleitos pelo povo

R. A) 5 ;  B) 2 ;  C) 4 ;  D) 3 ;  E) 1

9) Observe o cartaz com atenção.

Poster russo de 1925
Fonte: Corbis – AAED002497.

a) O que o cartaz mostra?
R. Mostra uma mulher e sua criança no chão sangrando depois de terem sido golpeadas por um soldado armado com uma espada e a cavalo. Ao fundo vemos a sombra de outros soldados a cavalo reprimindo  manifestantes.
b) A que episódio o cartaz se refere?
R. Refere-se ao Domingo Sangrento, ou seja, à violenta repressão aos trabalhadores russos em 1905, quando eles foram ao Czar manifestar seu descontentamento.
c) O que o autor da imagem critica?
R. Critica a opressão czarista – representada pela espada ensanguentada do soldado – sobre o povo desarmado – representado pela mulher e a criança que jazem no solo.

10) Monte um quadro sobre a Segunda Guerra Mundial com os seguintes itens: blocos oponentes; táticas de guerra; principais batalhas; final da guerra.
Blocos oponentes
Eixo: Alemanha, Itália, Japão
                      X
Aliados: Inglaterra, Estados Unidos, URSS e França
Táticas de Guerra
Nazistas – Blitzkrieg
Soviéticos – “Terra arrasada”
Principais batalhas
 Batalha da Inglaterra (aérea), Batalha de Stalingrado (terrestre), Midway naval; El Alamein, no Egito. Essas batalhas integram a contra-ofensiva dos aliados.
Final da Guerra
Lançamento das bombas sobre Nagasaki e Hiroshima pelos Estados Unidos, em 1945, obrigando a rendição incondicional do Japão

11) Leia as frases de Adolf Hitler e, em seu caderno, relacione cada uma delas a uma das quatro características do nazismo destacadas a seguir: Militarismo – Antissemitismo – Arianismo – Propaganda Ideológica.
a) "O holocausto é a solução definitiva para os judeus."
b) "Na guerra eterna a humanidade se torna grande – na paz eterna, a humanidade se arruinaria."
c) "Através da aplicação inteligente e constante da propaganda, as pessoas podem ser induzidas a ver o paraíso como o inferno, e também o contrário, e considerar o mais miserável tipo de vida como paraíso."
d)  "A natureza é cruel; então também estamos destinados a ser cruéis. Ao enviar a flor da juventude alemã para a chuva de metais da guerra sem o menor remorso pelo precioso sangue deles que está sendo derramado, eu deveria ter o direito de eliminar milhões de uma raça inferior que se multiplica como verme. "
e) "A força não repousa na defesa, mas no ataque."
f) "Hoje acredito que estou agindo de acordo com a vontade do Criador Todo-Poderoso: – ao defender-me contra os judeus, estou lutando pelo trabalho do Senhor." 
Disponível em: <http://www.frasesfamosas.com.br/de/adolf-hitler/pag/1.html>.
Acessado em 28 fev. 2009.
R. a) Anti-semitismo; b) Militarismo; c) Propaganda ideológica; d) Arianismo; e) Militarismo; f) Antissemitismo.

12) As frases a seguir dizem respeito à Segunda Guerra Mundial. Copie-as em seu caderno substituindo o asterisco pelo nome de um dos países envolvidos, de modo a torná-las historicamente corretas.
a) A Segunda Guerra Mundial iniciou-se com a invasão da (*) pela Alemanha nazista.
b) Utilizando a tática da blitzkrieg a (*) invadiu cinco países em dois meses.
c) Entrou na guerra contra o Eixo devido ao ataque japonês a Pearl Harbor: (*).
d) A (*) foi alvo de diversos ataques aéreos nazistas, mas conseguiu resistir.
e) A tomada de grande parte do norte da África pelos exércitos americanos e ingleses serviu como apoio para a invasão da (*).
R. a) Polônia; b) Alemanha; c) Estados Unidos; d) Inglaterra; e) Itália.

13) Para alguns historiadores a Segunda Guerra (1939-1945) é uma continuação da Primeira (1914-1918). Analise cada afirmação a seguir, classificando-a como verdadeira ou falsa. Comente no caderno as afirmações falsas.
a) Tanto a Primeira, quanto a Segunda Guerra, podem ser entendidas como “guerras de redivisão” de mercados e disputas por áreas de influência e poder.
b) A Primeira Guerra pode ser associada à Guerra Civil Espanhola, enquanto que a Segunda Guerra está estreitamente relacionada à Revolução Russa.
c) As tensões econômicas, políticas e ideológicas entre as principais potências capitalistas, tanto no período anterior a 1914, quanto naquele que precede a Segunda Guerra, estimularam a corrida armamentista e o aumento das rivalidades, processos que alimentaram esses dois devastadores conflitos.
d) As duas guerras mundiais estão diretamente relacionadas com o conflito entre países ricos e países pobres, variando apenas, de uma para outra, as alianças entre os dois grupos de países beligerantes.
R. a) Verdadeira; b) Falsa. A relação está invertida; o correto seria: Primeira Guerra/Revolução Russa e Segunda Guerra/Guerra Civil Espanhola. c) Verdadeira. d) Falsa: as duas grandes guerras não foram conflitos entre ricos e pobres, mas entre potências movidas por interesses econômicos, estratégicos e ideológicos divergentes.

14) Assinale a alternativa errada e corrija-a.
a) Em 1933, Hitler assumiu o poder e começou a militarizar a Alemanha.
b) O Japão tinha interesse em áreas produtoras de minérios, por isso invadiu a Manchúria.
c) A Itália de Benito Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo Angola, país situado no norte da África.
d) A Liga das Nações não conseguiu impedir a ação dos países militaristas e foi incapaz de assegurar a paz mundial.
R. Alternativa “c”. Correção: A Itália de Benito Mussolini afirmou seu imperialismo invadindo a Etiópia, país situado no nordeste da África.

15) Leia o texto a seguir com atenção.

As línguas proibidas
            Ficam proibidos, a contar desta data, os hinos, cantos e saudações que lhe sejam peculiares, bem como o uso dos idiomas dos países acima apontados, dizia o edital, publicado em 25 de janeiro de 1942, da Secretaria de Negócios de Segurança Pública de Santa Catarina. Os países apontados eram Itália, Alemanha e Japão, os mesmos que compunham o Eixo. Os estrangeiros e descendentes destes países que moravam no estado catarinense se viram, de uma hora para outra, impedidos de falar seu idioma de origem. [...]
            O Edital citado detonou uma onda de apedrejamento de casas, invasões e extorsões, especialmente por vizinhos e policiais que diziam agir em nome da lei e roubavam objetos de valor. A Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS), que nos estados era chamada de DEOPS, também agiu na repressão ao idioma. Em Blumenau, Joinville, Florianópolis, foram criados Batalhões de Caçadores compostos de recrutas vindos do Rio de Janeiro para assegurar o “abrasileiramento” após a entrada do Brasil na Segunda Guerra, em agosto de 1942. [...]
            Como lidar com as crianças, que geralmente só falavam na língua dos pais? Escondidas em baús quando havia visitas suspeitas, ou obrigadas a silenciar para não se traírem no sotaque ou na língua, sofreram tanto que os mais velhos ainda têm medo de falar sobre o assunto. Vera Molenda, 72 anos [...], recorda-se de que, em Florianópolis, um menino cortou o dedo e, ao ser levado para o hospital, ia “berrando em alemão”. A mãe, temerosa, pedia que ele falasse em português. “Se quiser que eu fale em português então me dê uma barra de chocolate”, exigia o garoto, mas em alemão!
FÁVERI, Marlene. Revista Nossa História, ano 2, nº 21, ju. 2005, p. 64-67.

a) O que levou as autoridades de Santa Catarina a publicar o edital citado no texto?
R. O edital pode ser compreendido no contexto da polarização ideológica, tendo os regimes nazi-fascistas de um lado e as democracias liberais, de outro. Os regimes nazi-fascistas vinham obtendo vitórias consecutivas na Europa. Há também o fato de que, desde 7 de dezembro de 1941, dia em que os japoneses bombardearam a base americana de Pearl Harbor, os Estados Unidos tinham entrado na guerra e pressionavam para que países da América do Sul fizessem o mesmo na condição de aliados.
b) Que abusos foram praticados contra os imigrantes em decorrência do edital?
R. Ocorreram apedrejamentos, invasões de casas, denúncias, muitas vezes infundadas, além de extorsões e roubos.
c) Em dupla.  Releiam, debatam e comentem o caso do menino alemão que cortou o dedo e não podia "berrar em alemão".
R. Pessoal. Ao professor: a atividade objetiva estimular a reflexão sobre as múltiplas consequências de uma guerra sobre a vida das pessoas comuns. Permite também uma reflexão sobre o prejuízo das guerras para as crianças atingidas por elas.

16) Observe as fontes 1 e 2 e responda o que se pede.

Fonte 1
Atlas da história do mundo. The times. São Paulo: Folha de S. Paulo, 1995, p. 268.

Fonte 2
Nº corbis U757331ACME

a) O que o mapa e a imagem têm em comum?
R. Ambos focam o holocausto; o mapa mostra onde estavam localizados os campos de concentração e de extermínio na Alemanha nazista; a imagem mostra mulheres e crianças em um campo de concentração, em Belsen, na Alemanha. Quando os soldados ingleses capturaram esse campo, em 1945, encontraram 60 mil pessoas, judeus em sua imensa maioria; parte deles estavam mortos, outra parte, doente.
b) Qual a diferença entre campo de concentração e campo de extermínio?
R. Campo de concentração era o local onde os nazistas obrigavam os prisioneiros a trabalharem como escravos; já o campo de extermínio tinha a finalidade de eliminar pessoas; era uma verdadeira fábrica de morte.
c) Reflita e opine: o que deve ser feito para que a discriminação praticada contra judeus, ciganos, homossexuais  não se repita nos dias atuais?
R. Pessoal. A questão visa trabalhar o respeito ao outro colaborando para divulgar a  cultura da paz (e da tolerância), tal como pretendido pela ONU.


Atividade de História - 9º ano


1) Leitura de imagem.

Acima, charge estadunidense sobre os tempos da Guerra Fria, 1952.
Já abaixo, charge soviética sobre os tempos da Guerra Fria, anos de 1965.
Resultado de imagem para red propaganda charge 1952



a) O que se vê na imagem de cima?
R. Na imagem de cima vê-se o líder soviético Josef Stalin pintando o globo com a cor da bandeira de seu país, o vermelho. Na parte inferior da imagem, lê-se: “Colorindo o ovo da páscoa”.
b) O que está escrito na lata de tinta que Stalin está derramando e o que isto significa?
R. Está escrito “Propaganda Vermelha”, que podemos traduzir por “Propaganda Comunista”.
c) O que mostra o cartaz da baixo?
R. Mostra um homem mordendo o globo; leia-se, engolindo o mundo. Note que seus dentes tem o formato de “mísseis”. Na boina vemos escrito US, iniciais de “United States”; esse homem, portanto, representa os Estados Unidos.
d) Com que objetivos essas imagens foram produzidas?
R. O cartaz de cima (estadunidense) pretendeu dirigir uma crítica à União Soviética e, o de baixo, (o soviético) buscou satirizar as pretensões expansionistas dos Estados Unidos; ambos são exemplos da guerra de propaganda entre capitalistas e comunistas. Ao professor: essas charges são também exemplos de “lutas de representações” entre as superpotências da época.
e) Em que contexto essas imagens foram produzidas?
R. No contexto da Guerra Fria, guerra não declarada entre a URSS e os EUA.

2) Leia o texto com atenção.
           
            À medida que os lados da Guerra Fria iam ficando mais definidos, a busca aos inimigos do American way of life tornava-se mais intensa. Esta “caça” aos comunistas dentro dos EUA seria liderada por um homem chamado Joseph Raymond McCarthy.
            McCarthy nasceu no estado de Wisconsin, em 1908. Formou-se em Direito e serviu nas forças norte-americanas na Segunda Guerra Mundial. Em 1946, foi eleito para o Senado dos EUA, sendo reeleito em 1952.
            Buscando fama e votos, fez uma denúncia-bomba: em fevereiro de 1950 afirmou que o Departamento de Estado dos EUA estava cheio de comunistas. Suas denúncias encontravam um solo fértil na neurose do pós-Segunda Guerra.
            Líder de um Comitê para a Investigação de Atividades Antiamericanas, McCarthy passou a convocar políticos, atores, cientistas e escritores para que denunciassem “complôs” comunistas. Qualquer pessoa que tivesse manifestado simpatia por reformas sociais, frequentado algum grupo político fora do padrão ou que, simplesmente, tivesse conhecidos no minúsculo Partido Comunista Americano era suspeita. Apesar de muito pequeno, o Partido foi posto na ilegalidade, pois o macartismo (nome dado ao movimento) “berrava” na imprensa que ele tinha enorme influência e penetração.
KARNAL, Leandro. A Guerra Fria. São Paulo: FTD, 2000, p. 26.

a) O texto é jornalístico, literário, historiográfico ou jurídico?
R. O texto é historiográfico.
b) Como é conhecido e no que consistia o movimento liderado pelo senador J. McCarthy?
R. É conhecido como macartismo e consistia numa “caça” sem tréguas aos comunistas.
c) Segundo o autor do texto, o que levou McCarthy a afirmar que o Departamento de Estado dos EUA estava cheio de comunistas?
R. O autor afirma que McCarthy agiu motivado pela busca de fama e votos, sugerindo, portanto, que ele era oportunista.
d) Qual foi a contrapartida do macartismo na União Soviética?
R. A contrapartida do macartismo na URSS foi o estalinismo. Na URSS, o governo de Stalin também usava a intimidação e a força para perseguir, prender e eliminar adversários.

3) (PUC) As Olimpíadas de Moscou e de Los Angeles sofreram boicotes por parte de alguns países. Os Estados Unidos recusaram-se a ir a Moscou, em 1980; soviéticos e representantes de alguns outros países decidiram não participar dos Jogos de Los Angeles, em 1984. Esses boicotes aconteceram:
a) No contexto da Guerra Fria, cenário de bipolarização estratégica do pós-Segunda Guerra Mundial que opunha países capitalistas do bloco ocidental, liderados pelos Estados Unidos, a países socialistas do leste europeu, liderados pela União Soviética.
b) Em meio a discussões sobre a cessação da corrida armamentista e das disputas comerciais entre Estados Unidos e União Soviética, que tentavam impedir que o crescimento da China a levasse a assumir a liderança política internacional.
c) Após a decisão norte-americana de invadir Cuba e impedir a instalação de mísseis soviéticos na ilha, que levou a forte tensão internacional e à entrada da ONU nas negociações, para impedir a eclosão de uma terceira guerra mundial.
d) Durante a reunião de assinatura de acordos de paz, mediados pela ONU, entre Estados Unidos e União Soviética, que pretendiam encerrar duas décadas de hostilidades mútuas e iniciar um período de reaproximação e colaboração militar.
e) Antes da dissolução da União Soviética, que manteve ininterruptamente a liderança na corrida espacial e ainda evitou que os norte-americanos desenvolvessem seu plano estratégico de proteção territorial por satélites.
R. Alternativa “a”. Ao professor: A Guerra Fria interferiu no cotidiano das pessoas (haja vista a construção de abrigos antiatômicos em algumas residências da época) e penetrou também nos mais variados campos da vida social. O esporte, por exemplo, foi usado tanto pelos estadunidenses quanto pelos soviéticos para tentar provar a superioridade de seu sistema socioeconômico. Daí os boicotes ocorridos nas Olimpíadas de 1980 e 1984: na primeira, os estadunidenses diziam que o boicote devia-se à invasão do Afeganistão pelos soviéticos; na segunda, os países do bloco socialista alegaram que estavam revidando o boicote estadunidense.

4) Cruzando fontes. Os dois textos a seguir tratam das independências na África e na Ásia. A fonte 1 é da autoria dos professores Carlos Serrano e Kabengele Munanga, ambos da Universidade de São Paulo (USP). A fonte 2 é de autoria de Letícia Bicalho Canêdo, Doutora em Ciência Política, também pela USP. Leia-os com atenção.

Fonte 1
            Na visão de algumas pessoas, houve uma vontade deliberada das potências coloniais [...] de desfazer-se de seus impérios coloniais por livre iniciativa. O que significaria que as independências africanas e asiáticas não foram conquistadas, mas sim concedidas. No entanto, a história de lutas, às vezes violentas e trágicas, das antigas colônias desmente essa visão eurocêntrica da descolonização, substituindo-a por uma visão africana e asiática, mais fiel aos acontecimentos históricos. Desse ponto de vista, a descolonização é produto dos movimentos nacionais que encurralaram o colonialismo, obrigando-o pela força a abrir mão daquilo que tinha tomado pela força.
SERRANO, Carlos e MUNANGA, Kabengele. A revolta dos colonizados, p. 10.

Fonte 2
            A Segunda Guerra provocou, de fato, a ruptura dos elos coloniais. As potências coloniais saíram extremamente enfraquecidas do combate, não só pelas perdas de guerra (...), mas também pela degradação da autoridade moral diante das vitórias temporárias dos alemães e dos japoneses.
            O próprio desenrolar da guerra foi decisivo para revelar as possibilidades concretas de rompimento dos laços de dependência.
            Nas colônias francesas, por exemplo, houve a necessidade de promessas substanciais de mudanças a fim de se obter o apoio das populações nativas contra o governo de Vichy[1]. 
CANÊDO, Letícia Bicalho. A descolonização da Ásia e da África. São Paulo: Atual, 1994, p. 46

a) Para os autores da fonte 1, qual é a principal razão da descolonização da África e da Ásia?
R. Os movimentos nacionalistas, isto é, a luta dos próprios colonizados contra a dominação europeia. Nessa versão, os africanos e asiáticos são vistos como os principais agentes de sua independência.
b) E na visão da autora do texto 2, qual é a principal razão da descolonização?
R. A Segunda Guerra Mundial, que enfraqueceu as potências coloniais (Inglaterra, França e Alemanha), facilitando o rompimento entre as colônias da África e da Ásia e suas metrópoles europeias.

c) Debatam, reflitam e opinem: qual das versões vocês consideram mais convincente?

R. Pessoal.  Ao professor: Comentar com os alunos que uma razão não exclui a outra. E que ambas contribuíram para as independências africanas e asiáticas.


5) (UFTM-MG) Leia um trecho do Comunicado Final da Conferência de Bandung, de abril de 1955.

Em verdade, todas as Nações deveriam ter o direito de escolher livremente seus próprios sistemas político e econômico e seu próprio modo de vida, conforme os princípios e objetivos das Nações Unidas.
apud Kátia M. de Q. Mattoso, Textos e documentos para o estudo da
história contemporânea: 1789-1963.

O trecho revela que essa conferência norteou-se:
a) pela ideia de que a economia de mercado mostra-se compatível com as nações desenvolvidas, mas não cabe às subdesenvolvidas.
b) pela defesa intransigente do liberalismo econômico como único caminho possível para a superação da dependência econômica.
c) pelos interesses das antigas potências imperialistas na preservação dos tradicionais espaços de exploração econômica.
d) pelo não-alinhamento automático às políticas das duas grandes potências do pós-guerra: Estados Unidos e União Soviética.
e) pela concepção pacifista de que as independências afro-asiáticas deveriam ser construídas em negociação com as metrópoles.
R. Alternativa “d”.

6) O texto a seguir é trecho de uma entrevista com Joseph Ki-Zerbo, um historiador burquinês[2] muito respeitado nos meios acadêmicos. Nesta questão ele discorre sobre as mulheres na África após as independências. Leia-o com atenção.

Quais são as maiores limitações para as mulheres hoje?
            A partir das independências, as mulheres fizeram conquistas consideráveis no plano individual. Apesar de tudo, continuam atrasadas em relação aos homens. Isto se deve, em grande parte, às limitações em domínios diferentes do conhecimento e da instrução. Penso especificamente nos casamentos precoces e no fato de as meninas estarem mais submetidas aos trabalhos domésticos do que os rapazes. Tomo como exemplo o caso dos rapazes peuls, que vivem como pastores no mato. Pois bem, frequentemente os rapazes são aliviados dessa tarefa pelos pais, enquanto não há escapatória para as meninas mais ou menos jovens: devem dar todos os dias a sua ajuda ao trabalho das mães. Enquanto esse labor doméstico pesar sobre os ombros das meninas e das mulheres, elas permanecerão atrasadas. O trabalho doméstico é a principal fonte de opressão da mulher. Mas é preciso acrescentar, a esta limitação sociológica, a ausência de avanços em matéria de emprego e de recursos financeiros (créditos).
KI-ZERBO, Joseph. Para quando a África?: entrevista com René Holenstein.
Rio de Janeiro: Pallas, 2006,  p. 108.

a) Como Ki-Zerbo descreve a situação das mulheres na África após a independência?
R. Ele afirma que as mulheres realizaram várias conquistas no plano individual, mas que, apesar disso, continuam em desvantagem em relação aos homens.
b) Segundo o historiador, quais são as razões que explicam essa situação da mulher africana?
R. Ele atribui a desvantagem em que a mulher se encontra às limitações no campo do conhecimento, ao casamento precoce e ao fato de as meninas estarem mais submetidas aos serviços domésticos do que os homens.
c) Na visão desse historiador, qual é o principal entrave à emancipação da mulher africana?
R. A  obrigação de realizar o serviço doméstico.
d) Em dupla. A afirmação do autor de que “o trabalho doméstico é a principal fonte de opressão da mulher” é válida também para a mulher brasileira?
R. Pessoal. Ao professor: trabalhar a história e a situação atual das mulheres no Brasil, aspecto indispensável ao avanço do processo de construção da cidadania no Brasil.

7) Elabore uma ficha no caderno sobre a Revolução Cubana com as seguintes informações: situação socioeconômica e política de Cuba na primeira metade do século XX; tática da resistência cubana; principais líderes; medidas tomadas no início da Revolução; país ao qual Cuba se aliou; reação dos Estados Unidos à Revolução Cubana.
Situação socioeconômica e política de Cuba na primeira metade do século XX.
- A riqueza da Ilha concentrava-se nas mãos de poucos enquanto a maioria da população cubana vivia em condições sub-humanas.
Tática da resistência cubana
- Guerra de Guerrilha.
Principais líderes
- Fidel Castro; Ernesto Che Guevara; Camilo Cienfuegos.
Medidas tomadas no início da Revolução
- Reforma agrária.
- Redução nos aluguéis residenciais.
- Nacionalização de bancos, refinaria de petróleo etc.
País ao qual Cuba se aliou
- União Soviética.
Reação dos Estados Unidos à Revolução Cubana
- Rompimento de relações diplomáticas com Cuba.
- Bloqueio econômico e político a Cuba desde 1962.

8) Um dos momentos mais tensos na relação entre os Estados Unidos e Cuba foi a crise dos mísseis, ocorrida em 1962. Explique essa crise, contextualizando-a.
R. Pessoal. Ao professor: A atividade visa trabalhar a habilidade de contextualizar, uma das habilidades de maior importância no estudo da História. Espera-se que o aluno aponte que a crise dos mísseis pode ser melhor compreendida à luz da Guerra Fria.

9. Elabore uma ficha sobre os governos de Juscelino Kubitscheck, Jânio Quadros e João Goulart com as seguintes informações: duração do mandato; partido político; marcas do seu governo.


Duração do mandato
Partido Político
Marcas de seu governo
Juscelino Kubitscheck
1956 a 1961
PSD

“50 anos em 5”.
Desenvolvimentismo.
Jânio Quadros
1961
UDN
Moralismo e Política externa independente.
João Goulart
1961 a 1964
PTB + PSB
Nacionalismo reformista.

10) Sobre as Reformas de Base do presidente João Goulart. Faça duas colunas no seu caderno; numa delas coloque as siglas dos movimentos/organizações favoráveis às Reformas de Base; na outra, as siglas dos movimentos/organizações contrários a essas reformas. Dê o nome do movimento/organização a que cada uma dessas siglas pertence: UNE – OESP – JOC – CGT – IPES – LCs – IBAD – JUC
Favoráveis às Reformas de Base
Contrários às Reformas de Base
UNE: União Nacional dos Estudantes
JOC: Juventude Operária Católica.
CGT: Comando Geral dos Trabalhadores
LCs: Ligas Camponesas
JUC: Juventude Universitária Católica
OESP: jornal “O Estado de São Paulo”
IPES: Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais
IBAD: Instituto Brasileiro de Ação Democrática

11) Uma das armas políticas mais utilizadas pelos governos militares no Brasil foram os Atos Institucionais. Escreva em seu caderno uma definição para Ato Institucional.
R. Ato Institucional é uma medida, com força de lei, imposta por um governo, sem que a população, o poder legislativo ou o judiciário tenham sido consultados.

12) Associe cada um desses atos (AI-1; AI-2; AI-3; AI-5) às afirmações a seguir:
a) Extinguiu todos os partidos políticos, substituindo-os por dois únicos partidos: a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), para dar apoio ao governo, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), para fazer oposição.
b) Permitia ao presidente suspender os direitos políticos de qualquer cidadão por dez anos, cassar mandatos de parlamentares e decretar o estado de sítio.
c) Foi o mais opressivo de todos os atos da ditadura militar permitindo ao governo: fechar o Congresso Nacional; fazer leis; ordenar a intervenção nos estados e municípios; cassar políticos eleitos pelo povo; demitir, transferir e aposentar funcionários públicos; decretar estado de sítio e suspender o direito de habeas corpus aos acusados de crimes contra a segurança nacional.
d) Estabelecia eleições indiretas para governadores de estados.
R. a) AI-2; b) AI-1; c) AI-5; d) AI-3.



[1]     Governo de Vichy: governo francês que administrava só uma parte do território da França, e que aceitou colaborar com os nazistas durante a Segunda Guerra.
[2]     Burquinês: nascido em Burquina Faso, na África Ocidental.